Senado dos EUA estuda
proibir a troca de arquivos
Emerson Rezende
Parece pouca coisa uma cidade resolver erradicar o
Windows e adotar o Linux como sistema operacional
de todos os seus computadores. Mas não é
o caso de Munique, um dos mais importantes municípios
da Alemanha.
A mudança, decidida depois de um ano de testes,
fez até com que Steve Ballmer, CEO da Microsoft,
fizesse uma visita para tentar reverter a decisão
dos deputados da Rathaus de Munique (a câmara
municipal local), que aprovaram a migração
por 59 votos a 28 por acreditarem que essa decisão
pode estimular o desenvolvimento do mercado de TI
de Munique, segundo o Register.
O Partido Social Cristão da
Bavária é o maior crítico da
mudança, pois acredita que "praticantes
do hobby de programação" poderão
destruir o ambiente de TI da cidade e que os servidores
públicos enfrentarão problemas na hora
de operar o OpenOffice, por exemplo.
O site Silicon.com relata que a migração
está marcada o dia primeiro de julho, quando
cerca de 16 mil desktops vão rodar, além
do Linux, o OpenOffice e o browser Mozilla. O projeto-piloto
foi gerenciado em conjunto pela SuSE Linux e a IBM.
Entretanto, um eventual contrato permanente ainda
está longe de ser assinado.
A migração da cidade
de Munique é a maior que já ocorreu
desde a criação do conceito de software
livre. Todo o processo de migração deve
ser concluído entre 2008 e 2009.
E o que é pior - para a Microsoft
- é que a moda pode pegar em outros lugares.
A segunda maior cidade da Noruega, Bergen, também
anunciou que vai seguir os passos de Munique. Além
disso, o Brasil também estuda adotar o Linux
em todas as esferas do governo federal.
Magnet